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Sistema SLACKSTONE II®, a solução natural para preparar Água Dialítica

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Tratamento
Corpos Cristalinos no Organismo : Tratamento
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A complexidade dos factores que influem na formação do cálculo, torna impossível estabelecer um esquema terapêutico único.

No caso do cálculo já formado, o mais urgente é tratar os sintomas da cólica nefrítica aguda, que supomos de todos conhecida e que poderíamos resumir assim:

  • A DOR, formada pelo espasmo uretral e a inflamação da mucosa, trata-se com associações de analgésicos e espasmolíticos. Em casos excepcionais há que recorrer aos opiáceos. Como coadjuvante é muito útil o banho de água quente prolongado e o calor local.
  • As NÁUSEAS e VÓMITOS que podem acompanhar o quadro, e podem-se tratar com antieméticos (metoclopramida).
  • A ANSIEDADE e AGITAÇÃO, com diacepínicos (diacepan) que, para além do mais, tem um efeito mio-relaxante.
  • O ILEO REFLEXO que às vezes a acompanha, pode ver-se favorecido pelos espasmolíticos, pelo que não se recomenda prolongar a sua administração para além do necessário.
  • No caso de HEMATURIA profusa, pode-se empregar hemostáticos e frio local.
  • Na presença de ANURIA deve começar-se por restabelecer o equilíbrio hidro-electrolítico.

Uma vez visto, embora seja de uma forma tão abreviada, o tratamento da cólica nefrítica, podemos estudar o tratamento básico da litíase renal, que se divide da seguinte forma, seguindo um esquema cronológico e de urgência:

a) MÉDICO-EXPULSIVO.
b) CIRÚRGICO-INSTRUMENTAL.
c) PREVENTIVO e METABÓLICO.

a) MÉDICO-EXPULSIVO

I.- LITÍASE ÚRICA: Deve considerar-se como um tratamento metabólico. Apresentam-se com pH urinários entre 4,8 e 5,4, pelo que a alcalinização da urina é básica. Consegue-se com bicarbonato sódico ou potássico, e nitrato sódico ou potássico, com doses de 3 gr/dia.

Outros alcalinizantes são o granulado de pipera a os sais de lítio.

A medicação deve prescrever-se indefinidamente, pois se é interrompida, o pH urinário volta a baixar em pouco tempo.

A alcalinização da urina deve acompanhar-se de um regime vegetariano ou muito pobre em proteínas, e na ingestão de bebidas alcalinas, minerais ou gasosas.

Em casos de pacientes hipertensos, deverá utilizar-se sais potássicos no lugar dos sódicos.

II.- LITÍASE OXÁLICA: É a mais frequente.

Como esquema geral pode considerar-se:

a) Diminuir a ingestão de alimentos ricos em oxalatos.
b) Bloquear a síntese de ácido oxálico (Sucinamida) em doses de 3 gr. Cada 8 horas.
c) Aumentar a solubilidade dos oxalatos mediante iões de magnésio. O clureto (Cl2Mg) é acidificante e o óxido (MgO) é alcalinizante.
d) Administrar vitamina B6, pois pode estar perante uma carência na alimentação destes pacientes.
e) Restringir hidratos de carbono e gorduras, como possível fonte endógena de óxido oxálico.
f) Controlar a presença de cálcio na urina com diuréticos ou fosfato de celulosa.

III.- LITÍASE FOSFÁTICA: É a forma mais complicada de tratar, porque:

· A velocidade de formação do cálculo é muito alta.
· É impossível esterilizar completamente a urina.
· A composição do cálculo tem uns 60% de componente orgânico, pelo que não se pode hidrolisar.
· Há uma intensa relação infecto-inflamatória.
· A calcificação aumenta como consequência da infecção.

Neste tipo de litíase, a cirurgia pode ser inevitável.

O tratamento médico aplica-se depois de eliminar o cálculo, e consiste em:

a) Dieta pobre em cálcio.
b) Baixo suporte calórico.
c) Acidificação da urina (clureto amónico 8-10 gr/dia). O ácido cítrico (acerola e cítricos) não é aconselhável, visto que, embora actue como acidificante, é um precursor dos oxalatos urinários.

IV.- LITÍASE CISTÍNICA: É de origem genética.

O tratamento baseia-se em:

a) Incremento da diurese.
b) Alcalinização da urina.
c) Redução de alimentos ricos em metionina e cisteína.

Em todos os casos de litíase resulta uma útil e recomendável utilização da Água Dialítica, de que falaremos mais adiante, que aumenta consideravelmente o efeito solubilizante da urina.

A urina tem mais efeito diluente se estiver diluída, mas se estiver concentrada favorece o aumento da cristalização e da litíase.

A Água Dialítica exerce uma acção directa sobre os cristais dos cálculos, facilitando a sua expulsão.

b) CIRÚRGICO-INSTRUMENTAL

Não nos centraremos nele, posto que não é o objecto principal da nossa exposição. Somente exporemos os sistemas mais utilizados, a título enunciativo:

1.- Cirurgia.
2.- Litolisis directa/Endoscopia (con sondas de Zeiis ou Dormia).
3.- Litotrícia.
4.- Laparoscopia.

A Litotrícia alcançou uma grande popularidade desde o seu aparecimento, mas permite-nos observar que normalmente produz-se uma cólica aguda trás a fragmentação do cálculo, com as suas conhecidas consequências, e que só um terço das litíases são subsidiárias deste método, por diversas causas ( ubicação do cálculo, outras infecções existentes, etc.).

A cirurgia Laparoscópica permite extrair a vesícula biliar praticando quatro pequenos orifícios no abdómen. Por um introduz-se um tubo dotado de uma câmara, e pelos demais, instrumentos que permitem inchar a cavidade abdominal, dissecar a vesícula e, uma vez livre, extraí-la no interior de uma bolsa através de um dos orifícios. O paciente pode regressar a casa em dois ou três dias.

Segundo o Serviço de Cirurgia do Hospital Clínico de Barcelona, já demonstrou que o tratamento mais idóneo consiste em extrair primeiro os cálculos biliares mediante endoscopia (introduzir um tubo flexível pela boca) e em poucos dias extrair a vesícula por Laparoscopia.

c) PREVENTIVO-METABÓLICO

NORMAS COMUNS PARA TODAS AS NEFROLITÍASES

1.- Medidas higiénicas gerais:

· Evitar a vida sedentária e o stress.
· Os climas excessivamente quentes ou muito frios, que dificultam a irrigação renal ou produzem perdidas excessivas de água.
· A balnearoterapia e a termoterapia são recomendáveis.

2.- Incrementar a diurese:

Segundo as leis da solubilidade simples, quanto maior for a quantidade de urina produzida, menor será a precipitação de sais pouco solúveis.

É necessário aumentar a ingestão de ÁGUA diária, especialmente nocturna, pois de noite existe um aumento fisiológico da densidade urinária.

Podem beber-se águas minerais, de que a Espanha tem uma enorme riqueza, e que segundo a sua composição estão mais indicadas para um tipo ou outro de litíases.

As bicarbonatadas-cálcicas: Alhama de Aragón (Zaragoza), Alhama e Lanjarón (Granada), Canena (Jaén), Solán de Cabras (Cuenca), etc., estão mais recomendadas para as litíases úricas.

As bicarbonatadas-sódicas: Santa Coloma de Farners (Girona), Baños de Molgás (Ourense), etc. Nas litíases cálcicas.

A grande quantidade de águas minero-medicinais que existem em Espanha, impede-nos relacioná-las de forma exaustiva, mas todas são boas para um tipo ou outro de cálculos, excepto as muito ricas em sais cálcicos.

3.- Dieta equilibrada:

Em geral, o mais recomendável é um regime normo-calórico, pobre em gorduras e sem excesso de açúcares nem proteínas. Deve evitar-se o sobrepeso. Devem evitar-se também as bebidas alcoólicas.

4.- Erradicar a infecção:

O papel da infecção na etiologia e como complicação da litíase renal é inquestionável.

A frequência da urosépsia varia em função do pH urinário.

Deve-se realizar um urocultivo, para identificar o gérmen, e antibiograma, quando seja possível.

A tendência será utilizar antibióticos o mais específicos possível, para evitar a destruição da flora bacteriana.

5.- Eliminar, cirurgicamente, as causas obstructivas:

Não precisa de mais comentários.

6.- Vigiar e corrigir o pH urinário:

Desde o ponto de vista profiláctico, o pH deve manter-se entre 6 e 6,5.

Nos cálculos de fosfatos, deve estar abaixo de 6,2, e nos de cistina e ácido úrico por acima de 6,5.

7.- Outros aspectos medicamentosos:

· As vitaminas B6 e C. (A vitamina A aparece controvertida).
· Certas substâncias oleo-etéricas, ricas em terpenos, como os derivados da Rubia, têm efeitos diuréticos.
· Multitude de Plantas Medicinais produzem efeitos diuréticos conhecidos, e outras têm efeito espamolítico.
· Utilização de Água Dialítica.

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