Causas de la Formación de Cálculos Causas da Formação de Cálculos Causes de la Formation des Calculs

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Causas da Formação de Cálculos
Corpos Cristalinos no Organismo : Causas da Formação de Cálculos
Causas da Formação de Cálculos
RENAIS

A teoria clássica de Guyon no terreno patogénico mantém-se na actualidade, diferenciando a litíase primária (orgânica) da litíase (de órgão).

I.- LITÍASE PRIMÁRIA (Orgânica), por alterações do metabolismo mineral orgânico.

a) Factores predisponentes:

Os HEREDITÁRIOS são realmente efectivos, mas não constantes.

Se existirem casos de litíase na mesma família e em diversas gerações (especialmente úrica e cistínica).

A DIATESE ARTRÍTICA. Não é raro ver doentes que em determinadas épocas da sua vida, apresentam quadros reumatóides e quando estes cedem, fazem uma litíase.

Certos factores ALIMENTARES. Dietas muito ricas em proteínas, com hiperuricemia; ou vegetarianas estritas, que favorecem a litíase oxálica.

DESIQUILÍBRIOS VITAMÍNICOS. Em especial as carências de vitamina A, que produzem queratinização do urotélio. Produziram-se litíases experimentais em ratos, com dietas carentes em vitamina A, ou com doses excessivas de vitamina D.

Alguns FÁRMACOS. Como os alcalinos, por formação de fosfatos e carbonatos; alguns derivados de sulfamidas, que produzem eliminação de cristais. Alguns destinados a combater a hiperglucemia ou as manifestações artríticas da gota, mobilizam cristais de ácido úrico e é muito frequente observar episódios de litíase úrica aguda nas primeiras fases do tratamento (alupurinol, colchicina).

Factores AMBIENTAIS ou SOCIAIS, como o stress ou o medo em épocas de guerra.

Certas ALTERAÇÕES METABÓLICAS, com ou sem alteração hormonal de cálcio, ácido oxálico e úrico, cistina.

O HIPERTIROIDÍSMO. Produz um incremento de cálcio e fósforo na urina, que altera o equilíbrio coloidal e por conseguinte a formação de sais precipitadas.

b) Causas coadjuvantes:

A IMOBILIDADE duradoura. Por exemplo, depois de grandes traumatismos ou outras doenças longas, que dificultam o vazamento da pélvis renal.

ALTERAÇÕES UROLÓGICAS. A OLIGURIA e ALBUMINURIA, assim como os restos leucocitários ou bacteriológicos, associados a uma infecção que predispõem à cristalização. Coágulos, em caso de hematomas podem constituir o núcleo inicial de um cálculo.

c) Mecanismo de formação:

Existem diversas teorias.

Alguns autores (como Meckel) refere que o cálculo se forma como consequência de uma inflamação do endotélio, geralmente de origem infecciosa na pélvis renal, donde o exudado albuminóide formaria o núcleo inicial.

Outros opinam que primeiro produz-se a precipitação de sais minerais e que estes cristais irritariam a mucosa, ocasionando o aumento de albumina e muco-proteínas.

Para Ebstein, a precipitação de substâncias orgânicas (descamação, etc.) e orgânicas (sais cristalizados) seria simultânea.

Mais razoável que estas teorias, parece a hipótese de Randall. Este autor comprovou a formação de placas calcárias no pico da papila, que se desprendem ao adquirir certo tamanho, arrastando o epitélio.

A razão destes fenómenos é a formação coloidal de carácter irreversível, que arrasta consigo os sais minerais (uratos, etc.).

Quando se altera o equilíbrio coloidal, precipitam os sais contidos nele.

Outros factores importantes são as alterações do pH urinário e do metabolismo do cálcio e fósforo.

d) Mecanismos específicos da cobertura mineral:

Sobre o micrólito já constituído, a formação da cobertura mineral realiza-se através de factores patogénicos específicos, segundo a composição química da mesma.

a) Cobertura OXÁLICA: Por ingestão de alimentos ricos em oxalatos (tomate, etc.), ou diminuição de cítricos, magnésio e vitamina B6.

b) Cobertura de FOSFATO: Por variações do pH ou ureia.

c) Cobertura ÚRICA: Aumento da ingestão e proteínas, aumento da síntese endógena de ácido úrico e diminuição do pH.

d) Cobertura CÁLCICA: Aumento da absorção intestinal de cálcio ou limitação elevada e por mobilização do cálcio ósseo.

II.- LITÍASE SECUNDÁRIA (De órgão)

Os factores patogénicos mais importantes são:

a) Obstrução.
b) Êxtase urinário.
c) Infecção.
d) Mecanismos internos, desintegração da ureia por germes, etc.

 

BILIARES

A bílis produzida pelas células hepáticas esvazia-se nos capilares biliares.
Os principais componentes da bílis são os sais biliares (que se produzem a partir do colesterol) e um pigmento de cor característico chamado bilirrubina.

A bilirrubina cria-se a partir da hemoglobina na sua decomposição. Além destas duas proteínas, a bílis contém muito mais substâncias.
A bílis cumpre uma importante missão, ajudando a digestão de gorduras. As células hepáticas produzem meio litro de bílis diariamente. Até que se ingere a comida, a bílis armazena-se na vesícula biliar.

Ocasionalmente formam-se acumulações sólidas no interior da vesícula, que se chamam pedras vesiculares. Quando as pedras se instalam no conduto biliar, é doloroso e agudo. Pigmentos biliares flúem equivocamente regressando ao sangue e causando em alguns casos icterícia. Uma dieta rica em produtos animais e portanto em colesterol, tem relação com a formação de pedras vesiculares, mas as suas causas desconhecem-se. Não obstante, a formação destas pedras é uma desordem característica da vida moderna e tem estreita relação com a alimentação.

O conduto biliar é o caminho para que a bílis passe do fígado ao duodeno, donde se mistura com os alimentos na digestão. As paredes do conduto biliar, ao contrário de outras partes do corpo, são grisáceas e devem-se à presença de bilirrubina.

Apesar de ser um produto das células hepáticas, a bílis joga um importante papel na digestão. Os sais biliares conseguem digerir as gorduras mais facilmente, convertendo-as em pequenas gotitas.

Causas da Formação de Cálculos
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